Realismo, Nacionalismo e Deus – O discurso de Bolsonaro na ONU

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“Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um “interesse global” abstrato. Essa não é a Organização do Interesse Global. É a Organização das Nações Unidas. E assim deve permanecer!” – Jair Messias Bolsonaro.

Essa frase pode resumir basicamente o discurso do Presidente Jair Bolsonaro na 74ª Assembleia Geral da ONU. Dentre o discurso do atual presidente conservador, o realismo é enfim levado ao cenário internacional, este mesmo que a imprensa estrangeira não conhece ou se recusa a ver. O presidente ainda mencionou publicamente os setenta mil homicídios por ano, o ataque pessoal a sua dignidade por um militante de esquerda, e a crise socialista venezuelana, que é tratada com leniência pela mesma comunidade internacional que é hostil ao novo governo.

O Realismo de Bolsonaro

Dentre as várias diferenças entre escolas de pensamento e cosmovisão, uma é bem comum a estadistas conservadores: o realismo, esse que tem o Estado como o ator central e em sua maioria rejeita os princípios liberais que permeiam o zeitgeist atual. Apesar de seguir tal rumo, o governo Bolsonaro não rejeita tratados internacionais e a sua importância atual, mas sim é cético em relação a eles, o que o coloca como um adepto a escola “Realista Cristã”, definida por Eric D. Patterson, que reconhece e aceita a universalização de valores, porém rejeita a natureza racionalista e bondosa humana como a libera. Se difere do realismo ofensivo/clássico, pois apesar de não precisar assumir uma posição forte em relação ao Estado, tampouco acredita que ele seja algo líquido e ultrapassado, que seria substituído por um governo superior.

O realismo de Bolsonaro se refere à dignidade e valores humanos. A lei natural é única e que devemos seguir, dada por Deus, que esteve presentes três vezes no discurso do presidente e que atualmente é esquecido ou hostilizado no mundo secular e “laico”. O realismo de Bolsonaro não colocou em cheque uma agenda “ultra-direitista”, mas sim assumiu os reais problemas, dentre eles a verdadeira diversidade indígena, que é tão plural quanto às culturas e raízes de nosso país.

O Patriotismo

Outro aspecto importante de seu discurso é a veemente defesa do sentimento patriótico brasileiro, da sua soberania e da autodeterminação dos povos, presente no preâmbulo da Carta das Nações Unidas, especificamente no Art 2º. Vem sendo atacado por diversos países para a defesa da internacionalização da Amazônia.

Deus retorna a ONU

Outro quesito importante a se ressaltar é o retorno daquele que vem sendo combatido pela apostasia geral das Nações, seja em nome do progresso, “diversidade” ou qualquer outro nome que o mundo moderno dá a essa constante secularização. No momento em que a ciência política foi deturpada por ideologias e a própria consciência do ser, uma versão distorcida da realidade corrompeu e pressionou o Brasil a aceitar a uma ideologia nefasta e completamente iníqua à sua realidade.

Chegou ao ponto da ex-presidente petista cogitar uma aliança com o diabo, não incomum a uma sociedade decadente, completamente perdida da realidade no sentido Voegeliano, definido em sua obra A Nova Ciência da Política.

“As manifestações típicas dessa perda de realidade são aquelas em que a realidade do homem é colocada no lugar da realidade divina perdida, que sozinha fundamenta a realidade do homem”. Tal visão é justamente a realidade distópica e completamente dissociada dos bons valores. A extrema-imprensa define Bolsonaro como “inimigo da democracia”, “autoritário” e outros jargões cunhados pela lacrosfera esquerdista. De fato, o discurso do Bolsonaro não foi apenas bem feito, como é o esperado de qualquer líder conservador. Tal perda da realidade os impede de efetuar qualquer análise sólida e, no mínimo, criticamente superior. A imprensa é cada vez mais inculta e incapaz.


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