Análise: debate mostra Bolsonaro avassalador contra um Lula acuado, sentindo falta do William Bonner

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A grande imprensa tinha uma alta expectativa com o debate na Band, afinal, era a oportunidade perfeita de Luiz Inácio mostrar todo seu poder de comunicação para atrair novos eleitores. Não foi o que aconteceu. Com voz rouca, sem a fibra característica e nitidamente nervoso, foi pautado e dominado por Bolsonaro, que trazia falas contundentes sobre os mais diversos temas.

Logo nos primeiros minutos do debate, o atual presidente foi chamado para escolher um candidato e fazer uma pergunta. Não titubeou: Lula. Posteriormente, emendou um discurso contra a corrupção petista. Tal postura marcaria a tônica do debate, que teve outros nomes como coadjuvantes.

Soraya Thronicke e Simone Tebet marcaram os momentos mais entediantes do debate, sempre visando minar o presidente. A senadora, inclusive, estava nitidamente com o papel de linha auxiliar petista, fazendo encenações altamente emocionais, mas que não foram capazes de comover o grande público.

Bolsonaro, o grande alvo, teve grande performance quando indagado sobre covid, ativismo judicial e auxílio aos mais pobres, sempre apontando medidas concretas do seu governo e mostrando contradições petistas. Ao ser provocado por Vera Magalhães, teve um momento mais instável, mas que acabou sendo frutífero, pois houve o espaço perfeito para ele reduzir a rejeição que possui com parte do público feminino.

E o Ciro Gomes? No geral, mostrou desenvoltura, mas nada muito diferente do que sempre fala nas mais diversas entrevistas. Lula tentou afagos para atrair eleitores dele com o famoso voto útil, porém não houve reciprocidade. É provavel até que o ex-presidiário tenha perdido votos para o pedetista.

Falando em ex-presidário, esse termo, utilizado na parte final do debate pelo presidente Bolsonaro, desestabilizou completamente Luiz Inácio, que pediu direito de resposta, gaguejou e disse até ter sido inocentado pela ONU. Aliados lamentaram que o “tempo de ouro” concedido tenha sido tão mal utilizado.

Em sentido contrário, a fala final do atual presidente foi impecável, mostrando a terrível realidade dos países latino-americanos que são apoiados pela esquerda brasileira. Uma performance contundente para ninguém colocar defeito. A grande mídia pode não admitir, mas parece óbvio que houve um belo cartão de boas-vindas a muitos eleitores indecisos.


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