O conservadorismo ainda está em uma fase embrionária no Brasil. Por muito tempo, as ideias marxistas-leninistas-socialistas enraizaram-se em setores como a educação e o funcionalismo público, sufocando vozes e iniciativas conservadoras. Contudo, desde 2010, com a ascensão de Jair Bolsonaro e a disseminação das ideias do professor Olavo de Carvalho pela internet, a direita finalmente começou a encontrar seu espaço e a luta pelo conservadorismo ganhou um novo ímpeto.
A Arte como Ferramenta Política: Um Erro de Percepção
Há uma percepção errônea entre muitos de que a política institucional é o único meio para promover mudanças significativas. Um exemplo claro de como essa visão é limitada está na figura do famoso artista Chico Buarque. Cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator, Chico Buarque é um ícone na música brasileira e um catalisador de mensagens progressistas.
Enquanto a direita ainda busca consolidar sua presença política, a esquerda tem usado a arte como uma poderosa ferramenta de comunicação e mobilização social. A música de Chico Buarque, especialmente sua crítica ao regime militar em canções como “Apesar de você”, é um exemplo marcante da capacidade da arte de transcender a política partidária.
“Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar“
A letra desta canção, que expressa insatisfação com o então presidente Emílio Médici, tornou-se uma representação atemporal da resistência e do sentimento de mágoa, sendo reutilizada para exprimir descontentamentos contemporâneos. A influência de Chico Buarque na esfera cultural é um lembrete poderoso de que a arte tem um alcance ilimitado, enquanto a política formal está sujeita a restrições e ciclos eleitorais.
Estratégias Jurídicas e Seu Impacto: Lições dos Estados Unidos
Além da arte, outra área que necessita de atenção estratégica é o Judiciário. No Brasil, os promotores são selecionados por concurso, mas nos Estados Unidos, eles são eleitos, permitindo maior influência política sobre suas ações e decisões. A esquerda americana entende bem o poder dessa influência e o tem usado a seu favor, diferentemente da direita brasileira, que ainda está amadurecendo essa estratégia.
O financiador George Soros, conhecido por suas causas progressistas, tem investido pesadamente em campanhas eleitorais de promotores democratas nos EUA. Matt Palumbo, em seu estudo para o New York Post, revelou que Soros investiu pelo menos US$ 40 milhões em campanhas para eleger promotores que compartilham de sua visão progressista. Isso mostra como a esquerda estrategicamente apoia figuras que moldarão a aplicação da lei de acordo com suas ideias.
Este método de influência pode ser observado nas consequências vivenciadas em cidades como Chicago e Los Angeles. Promotores como Kim Foxx e George Gascón, ambos fortemente apoiados por Soros, implementaram políticas que relaxaram as penas para crimes considerados de “baixa gravidade”. O resultado foi um aumento alarmante na criminalidade, especialmente em roubos de veículos e invasões a residências.
A promotora do condado de Cook atualmente é Kim Foxx, do Partido Democrata, que recebeu US$ 2 milhões de Soros para sua campanha. Em 2017, ela anunciou que os promotores do condado não solicitariam mais a prisão preventiva para os indivíduos acusados de crimes considerados como “não violentos” e de “baixa gravidade” nos tribunais do condado, semelhante à ideia da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), que propôs descriminalização do “furto por necessidade” e do “furto insignificante”.
Ocupando Espaços: A Importância da Paciência e Estratégia
A necessidade de “ocupar espaços” é evidente, mas é fundamental compreender que isso não acontece do dia para a noite. A direita deve lembrar que mudanças estruturais e culturais exigem paciência e estratégia. A esquerda levou décadas para consolidar sua ideologia através da ocupação de espaços culturais e políticos, e a direita precisa seguir um caminho semelhante, passo a passo.
O desafio está em construir uma base sólida, onde as ideias conservadoras possam prosperar. Essa jornada começa com a conscientização sobre a importância de infiltrar-se não apenas na política formal, mas também na cultura e na mídia, moldando a narrativa pública. Que possamos, enfim, iniciar esse movimento com determinação e clareza de propósito.