O novo inimigo do regime tem nome e endereço.
De repente, os processos reaparecem, as manchetes sensacionalistas se multiplicam e os iluministros exigem explicações. A máquina de moer foi religada.
Tudo porque ele fez o que o establishment não tolera: agir. Neutralizou criminosos que viviam de aterrorizar trabalhadores, desmantelou as lideranças da maior facção do Rio de Janeiro e mostrou que é possível governar sem ajoelhar diante dos direitos dos manos.
Quem aplaudiu? Mais de 80% dos moradores das favelas, os que sofrem verdadeiramente com a barbárie imposta pelos narcotraficantes. Quem esperneou? A esquerda caviar, os especialistas de sociologia e os artistas em crise de abstinência moral (ou química).
Boa sorte, governador. Vai precisar. Porque mexer com o crime não é o mais difícil. O verdadeiro perigo é mexer com quem é sustentado por ele, e esses não perdoam quem os expõe à luz.




