Ancorada nas estrelas e afundada em ideologia

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Sim, é real. E sim, foi erguida no coração de Nova York.

De um lado, Atena. Deusa da sabedoria, da estratégia, da civilização. Armadura, escudo, lança. Majestosa, altiva, feita para inspirar.

Do outro, uma jovem de camiseta larga, calça apertada e expressão de quem acabou de sair de um stories no metrô.

Essa cena foi registrada em plena Times Square, onde foi erguida uma escultura de 3,6 metros chamada Grounded in the Stars, ou, em bom português, “Ancorada nas Estrelas”.

A proposta? “Desafiar os monumentos clássicos masculinos brancos”. Porque, claro, o grande problema da arte ocidental agora é que ela tentou ser bela, grandiosa e objetiva por tempo demais.

Dizem que a postura da estátua remete à escultura clássica. Mas sejamos justos: lembra mais alguém esperando o pedido do iFood do que qualquer referência a Apolo ou Alexandre.

É a arte que já não busca o belo, o nobre ou o eterno. Busca apenas ser “representativa”. Ainda que represente o esvaziamento de tudo aquilo que um dia fez o Ocidente valer a pena.

Olhe bem para as duas estátuas. Uma ergue civilizações. A outra ergue lacração e ideologia.


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