Democracia de Toga ou Teocracia de Egos?

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Enquanto togados se imaginam deuses sobre a sociedade, ecoa uma advertência vinda de Roma. Não de qualquer um, mas do Papa Leão XIV: “O homem não deve ser um tirano.”

O homem não foi criado para subjugar seus iguais. Foi criado para dominar a si mesmo. E quando abandona essa tarefa, lhe resta apenas uma alternativa: tentar dominar os outros. Toda tirania começa exatamente onde termina o autodomínio.

É isso que testemunhamos no Brasil. Homens que deveriam ser servos da lei passaram a se comportar como seus senhores. Homens que deveriam aplicar a justiça se arrogam o direito de redefinir, segundo seus próprios caprichos, o bem e o mal.

Trata-se da velha soberba travestida de virtude e legalidade. A tentação luciferiana de usurpar o lugar de Deus: decidir o que é verdade, quem pode falar, quem deve ser silenciado, quem tem direito de existir e quem deve ser apagado do mapa.

Mas aqui reside a raiz do problema: quando a lei natural é rejeitada, sobra apenas a vontade nua e crua do mais forte. E hoje, essa vontade se esconde sob a pompa da toga.

Não é exagero, é constatação. Já não se trata apenas de interpretações dúbias ou de “ativismo judicial”. O que vemos é a substituição da justiça pela vontade, e da Constituição por um oráculo hermético que só alguns iluminados dizem saber decifrar.

Os mesmos que acusam “discurso de ódio” hoje legislam pelo rancor. Censuram em nome da democracia. E julgam com base em narrativas, não em provas. O tribunal virou palco. A toga virou fantasia. E o cidadão comum? Um espectador acuado.

Estamos diante de um regime de exceção disfarçado de normalidade. E esse disfarce é sustentado pelo medo. Medo de ser preso por opinar. Medo de ser apagado por discordar. Medo de descobrir que a justiça que nos resta não é cega, mas míope e vingativa.

Que o brasileiro não perca a lucidez nem a fé. Porque, por mais que pareçam eternos, nenhum império construído sobre a mentira e a opressão resiste ao juízo da História e, muito menos, ao juízo de Deus.

A justiça tarda quando se prostitui no altar da vaidade, mas ela não falha, porque, no fim, todo homem se depara com o verdadeiro tribunal. E ali, toga nenhuma servirá de escudo.


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