1) “Não contribuímos para a volta do PT”
Durante o governo Bolsonaro, o grupo escolheu uma oposição caricata — aderindo sem pudor ao coro histérico da imprensa militante, chamando o presidente de “genocida” e outras aberrações retóricas. No momento decisivo de 2022, adotaram uma “neutralidade” que, no mínimo, foi omissão covarde — e, no máximo, uma colaboração silenciosa com a volta do lulismo. O Brasil? Era só pano de fundo. O que importava era posar de “terceira via sensata”.
2) “Fomos os responsáveis pelo impeachment da Dilma”
Esse tipo de revisionismo histórico não se sustenta nem em grupo de WhatsApp. O impeachment teve como estopim a guerra entre Dilma e Eduardo Cunha — ponto. As manifestações populares foram decisivas, sim, mas essas aconteceriam com ou sem o MBL, que naquele momento apenas surfou na onda. Se houve mérito, foi o de aparecer na foto certa. Usufruiu do trabalho de organizações locais e da mobilização espontânea de milhões de brasileiros. Não foram protagonistas, mas passageiros de um trem que já estava em movimento.
3) “Nunca dependemos do bolsonarismo pra nada”
A memória é um artigo escasso entre certos “liberais”. No início da trajetória, estavam de mãos dadas com o bolsonarismo, colhendo os frutos da popularidade alheia e até recebendo apoio logístico da família Bolsonaro. Faziam questão de serem vistos ao lado de Jair. Transformaram uma relação de confiança em um rompimento teatral, típico de quem nunca teve compromisso com nada além da própria projeção.
4) “Esquerda e MBL não se misturam”
Basta meia dúzia de vídeos e fotos para desmentir esse conto de fadas. O líder do grupo já fez dobradinha com Tábata Amaral, prestou elogios públicos a Rodrigo Maia e marchou em atos ao lado de Ciro Gomes, Janones e Molon. O discurso de independência é apenas uma fachada: na prática, fazem alianças com quem estiver disposto a emprestar visibilidade e protagonismo.
5) “Não defendemos pessoas, e sim ideias”
Essa frase merece um prêmio de platitude inútil. Política sem pessoas é papo de adolescente marxista em crise existencial. E eles sabem disso. Tanto sabem que já desfilaram com Sergio Moro, bajularam João Doria e tentaram construir um Frankenstein eleitoral com qualquer um que prometesse votos e holofote. Mas, no fim, quem não serve mais é descartado como figurante sem fala. E ainda querem posar de puristas?
Eis o modus operandi dos megalomaníacos de sapatênis e camisa de anime.




