Em 2019, Alberto Fernández foi eleito presidente da Argentina, em uma chapa que também envolveu Cristina Kirchner, ex-presidente que representou, para os “hermanos”, o que Dilma foi para o Brasil. Após muita festa da esquerda latino americana, a realidade bateu na porta dos argentinos.
O país vizinho hoje se encontra em uma crise sem precedentes. O peso argentino se desvaloriza demasiadamente, tendo chegado a 73 para um dólar americano. O desemprego e a fome aumentam, o governo congela preços e eles enfrentam a quarentena mais longa do mundo, sem qualquer flexibilização.
Sim, não é exagero afirmar que é a nova Venezuela. O país do ditador Nicolás Maduro, antes de chegar ao estágio que ocupa hoje, também passou por uma situação muito semelhante. Mas isso é assunto para um artigo futuro.
O fato é que a Argentina é um dos países que mais sofrem declínio em sua qualidade de vida. A situação econômica é desesperadora. E se o presidente antes tinha grande prestígio popular, essa realidade hoje não é mais a mesma. A sua popularidade caiu 42% em 4 meses. A população sente na barriga que fez uma má escolha.

Mas qual é a lição que nós, brasileiros, devemos tirar de tal cenário?
A principal, no ponto de vista de quem escreve, é que não dá para eleger governante liberal. Não dá para colocar um sujeito enfadonho, que acredite que governar o país é como gerir uma empresa. A política é um terreno extremamente hostil e não costuma perdoar os covardes.
Os argentinos elegeram Maurício Macri e ele se mostrou um completo bunda mole. Não firmou posições, buscou agradar aos progressistas e fez um péssimo governo. Por consequência, a esquerda voltou ao poder, em uma eleição que foi conquistada com extrema facilidade.
Se hoje grupos como o MBL criticam o ex-presidente argentino, vale lembrar que foi alvo de elogios bastante generosos. Falavam que “finalmente os hermanos elegeram um presidente liberal” e “é questão de tempo para se tornar uma Suiça na América Latina”.
Amoedo, sendo eleito no Brasil, nos traria o mesmo resultado. Não tenha dúvida. Por isso é importante compreender o valor que o presidente Bolsonaro tem para a nossa noção. Embora seja muito criticado por puristas e pessoas que não possuem a menor noção sobre guerra política, ele é um líder que tem culhão. É um conservador genuíno, que jamais nos colocará no buraco em que a Argentina se encontra.
