Boa sorte, Cláudio Castro

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O novo inimigo do regime tem nome e endereço.

De repente, os processos reaparecem, as manchetes sensacionalistas se multiplicam e os iluministros exigem explicações. A máquina de moer foi religada.

Tudo porque ele fez o que o establishment não tolera: agir. Neutralizou criminosos que viviam de aterrorizar trabalhadores, desmantelou as lideranças da maior facção do Rio de Janeiro e mostrou que é possível governar sem ajoelhar diante dos direitos dos manos.

Quem aplaudiu? Mais de 80% dos moradores das favelas, os que sofrem verdadeiramente com a barbárie imposta pelos narcotraficantes. Quem esperneou? A esquerda caviar, os especialistas de sociologia e os artistas em crise de abstinência moral (ou química).

Boa sorte, governador. Vai precisar. Porque mexer com o crime não é o mais difícil. O verdadeiro perigo é mexer com quem é sustentado por ele, e esses não perdoam quem os expõe à luz.


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